Primeiro post realizado em meu novo blog. Sim, novo, pois já estive inspirada a ponto de criar um blog no qual dividia com alguns amigos situações e devaneios da minha vida cotidiana.
Porém, o intuito DESTE blog é um pouco mais complexo, vai além de falar a respeito dos casos vividos numa vida que, até então vem sendo muito boa, obrigada, mas que a cada dia tem mais sede de emoções e desafios. A finalidade deste é compartilhar, com quem tiver a oporunidade de conhecê-lo, informações e situações referentes à meu mais novo desafio: ser tripulante em um navio de cruzeiros.
Acabo de me formar em Tecnólogo em Hotelaria, pela Faculdade de Tecnologia SENAC RS. Este diploma, suado ao londo três puxados anos de faculdade, certamente me enche de orgulho, porém, tê-lo em minhas mãos é apenas o início da conquista de uma vida profissional, que eu espero que seja, no mínimo, muito interessante.
Durante estes três anos em que estudei a hotelaria em todos os seus mínimos e caprichosos detalhes, pude me questionar muitissimas vezes sobre qual campo de atuação realmente mais me interessa na área. Obviamente que já pensei e re-pensei diversas coisas, mas como o que mais me atraiu na hotelaria desde o principio foi a possibilidade de trabalhar com um público que move o turismo e nos torna (profissionais da área) parte desta industria, sempre me senti tranquila, em uma área condizente com o meu perfil de pesonalidade: comunicativa, ágil e com grande vontade de ser/fazer a diferença.
Portanto, apesar de algumas vezes me deparar com o famoso "será que estou na área certa?", segui em frente com a certeza de que tudo se justifica logo ali, quando fazemos o que gostamos.
Bom, indo mais diretamente ao que interessa no momento, há cerca de dois anos atrás tive a possibilidade de realizar uma entrevista para trabalhar em uma empresa de Cruzeiros Marítimos. Fiz a entrevista, diretamente com a companhia, e passei. Porém, na época estava cursando a faculdade e, por este e outros motivos também significativos, decidi que ainda não era o momento mais oportuno. E, neste ano, precisamente na metade do último semestre da faculdade (com toda aquela expectativa a respeito do que fazer profissionalmente assim que a mesma terminasse e com ela acabasse também meu direito de fazer os ótimos estágios dos quais tive oportunidade de realizar) comecei a me preocupar com o que trabalharia. Ou melhor, ONDE trabalharia. Vivo no Rio Grande do Sul, adoro este estado, mas confesso que não o considero um lugar privilegiado para se trabalhar na minha área. Porto Alegre está voltada para o turismo de negócios, este não me interessa muito, pelo menos atualmente. Já a Serra Gaúcha (beliissima por sinal) é movida pelo turismo, mas me soa limitada demais. Como meu objetivo sempre foi (e será) expandir os horizontes e ir além, evidentemente que a idéia de trabalhar no navio me voltou à mente (na verdade nunca saiu dela). Por isso, num belo dia enviei meu currículo (com alguns estágios em hotéis, Cirque Du Soleil, dentre outros não exatamente na área da hotelaria) à duas agências que fazem toda a ponte entre o futuro tripulante e o seu navio (literalmente).
Para minha alegria, fui chamada poucos dias depois para uma entrevista, por uma das agência, localizada em Curitiba, Paraná. Porém antes fui convidade pela mesma agência a realizar um work shop na área para qual concorreria à vaga: atendente de bar (garçonete/bar waitress). Este curso não era orbigatório, mas achei válido e decidi realizá-lo. Foi muito importante pois, apesar de ter cursado a matéria de Alimentos e Bebidas na faculdade durante o terceiro semestre, como não pratiquei muitos ensinamentos de tal matéria, já que nenhum dos meus estágios durante o ensino superior fora voltado à alimentação e derivados, esqueci muitos detalhes importantes na vida de quem trabalha em um bar no qual a excelência no atendimento se faz necessária. Fiz a entrevista (prática e téorica) com um importante funcionário espanhol da também espanhola Ibero Cruceros e, assim que sai da sala já me senti aprovadissima. Talvez as últimas palavras do Senhor Aparício, o entrevistador da companhia, tenham sido o motivo de tal sentimento: "faça um bom trabalho a bordo". Fui a única a ouvir isto dele, dentre todos os outros entrevistados com que tive a oportunidade de conversar depois da mesma e, confesso, me senti já naquele momento uma tripulante da Ibero.
Dito e feito, dois dias depois recebi a confirmação de que havia sido aprovada e que, entre setembro e outubro devo estar embarcando. Bom, isso foi no meio do mês de julho (as aulas da facul recém haviam terminado, tudo se encaixando direitinho), tratei de correr para me inscrever no STCW, que é o treinamento exigido a todo tripulante para que possa trabalhar em um barco ou navio. Este treinamento passa todas as noções básicas necessárias para salvaguardar a vida do tripulante e dos passageiro scom o qual iremos dividir a experiência de estar em alto mar. São realizados treinos práticos de combate a incêndio, assim como de situações de emergência que levem ao abandono do navio, estes realizados em piscina. Primeiros socorros e outros assuntos relacionados à vida marítima também foram claramente abordados.
Fiz o treinamento no final de julho e tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas que, assim como eu, foram aprovados em entrevistas para trabalhar em cruzeiros.
Depois do treinamento, corri atrás dos documentos necessários para embarque e agora aguardo (ansiosamente) o chamado para embarque.
Pretendo dividir aqui os passos até a véspera do esperado embarque e, de dentro do navio, sempre que possível, minhas experiências que, mesmo ainda desconhecidas, sabidamente serão muitas.
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